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Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

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29
Nov18

Um fim-de-semana de ansiedade e as suas consequências.

Eli

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Instagram do blog em @umaflordecadavez_blog

 

Não é nada fácil falar sobre saúde mental num blog onde dou a cara. Fico sempre com aquela ideia de que vou ser julgada pelos outros ou de que vou ser considerada "fraca" pelos bloggers que estão sempre felizes e a apregoar "respira felicidade", "sê a tua luz" aos quatro ventos.

 

Quando escrevia sobre estes assuntos debaixo do anonimato era muito mais fácil. Mandava para ali umas quantas asneiradas, tirava o "peso de cima dos ombros" e seguia com a minha vida. Quando damos a cara não é assim tão fácil. Pelo menos para mim.

Respira fundo.

Vamos a isto.

 

Sim, eu acredito nas mensagens de positividade que dizem sempre que temos de tentar evoluir para sermos a nossa melhor versão. Sim, eu acredito que os livros de auto-ajuda e autores que escrevem sobre motivação e lifestyle possam ajudar e que só ficamos a ganhar se aprendermos mais sobre nós próprios. Acredito que conhecimento é poder e saber mais sobre saúde mental e doenças do foro psicológico é uma mais valia. Podemos assim, ajudar os outros e a nós próprios, ser mais compreensivos, trabalhar a nossa capacidade de sermos um ombro amigo, porque acredito que ser amigo também é algo que se trabalha.

 

Esta semana não tenho andado bem. Tive um fim-de-semana fantástico mas, mais uma vez, percebi a influência que o mundo exterior pode ter em mim. Estar numa grande cidade cheia de sem-abrigos, pessoas a correr, empurrões, encontrões, coletes amarelos, militares armados, anúncios constantes no metro, ora para se ter cuidado com a carteira e pertences pessoais, ora para anunciar que as linhas centrais estão cortadas por razões de segurança, cartazes por todo o lado a anunciar que a cidade estava em estado de alerta máximo. Aquilo era risco de violência e atentado, era ter a mala revistada à entrada de cada edifício e ter que estar sempre desconfiado de tudo e todos. E tantas outras coisas que vivenciei, podia passar uma hora a escrever sobre todos os triggers de ansiedade pelos quais passei durante estes 3 dias em Paris. E depois chegar a casa e ver as notícias...

 

Gosto do movimento de uma cidade e, aos 27 anos, acho-me demasiado nova para estar a morar sozinha numa zona rural profunda - apesar de um dia, o facto de vir a ter uma casa com um quintal suficientemente grande para ter a minha hortinha, faça parte da minha lista de sonhos de "adulto". No entanto, não fui, definitivamente, feita para viver numa capital desta dimensão.

 

Como criar um hábito novo?

 

Saber isto tudo sobre mim ajuda-me a tomar as minha decisões de vida com maior consciência, para onde vou, o que quero fazer e o que não quero, de todo, viver.

 

Inicialmente este post era só para dizer que estes últimos dias não têm sido fáceis. Tento pensar positivo mas às vezes não dá. Às vezes sinto que está tudo desarrumado na minha cabeça e que preciso de me retirar um pouquinho para ter tempo a sós para arrumar tudo. Para isso cancelo compromissos ou entro em modo stand-by. Infelizmente não consigo ser daquelas pessoas produtivas todos os dias, sempre a tentar manter os níveis de eficácia nos píncaros, os do "no pain no gain". Para mim se há "pain" é preciso "rest" e só depois o "gain".

 

Como fazer para pensar mais positivamente?

 

Parar para respirar também é importante. É preciso saber preservar-nos para nos apresentarmos ao mundo na nossa melhor versão. De que serve sermos uma versão de nós próprios que atingiu muitos objetivos, mas que está cansada?

 

Hoje apeteceu-me refletir sobre isto. E vocês o que acham sobre o descanso e saber fazer pausas? Também vos acontece serem tipo esponja de emoções relativamente aos eventos que vos rodeiam e deixarem-se afectar? Quais são os vossos triggers?

 

Deixem-me conhecer-vos melhor 

 

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