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Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

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26
Nov18

Esquecemo-nos de ser humanos?

Eli

Este fim-de-semana em Paris foi constituído de muitas aprendizagens e aquisição de novos contactos (o networking como eles dizem). Participei num congresso na sexta-feira, já sábado e domingo foram passados numa formação sobre um assunto apaixonante!

 

Adoro fazer formações, adoro aprender coisas novas e falar com várias pessoas. Uma das vantagens de Paris ser uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes é que, visitá-la, corresponde a ter a oportunidade de conhecer pessoas com diferentes nacionalidades e backgrounds. Temos é que estar abertos a falar com as pessoas e ir ter com elas, não ficar no nosso canto a fazer scroll no perfil do Instagram... Tive a ocasião de falar com colegas de profissão belgas, suíços e espanhóis. Até com uma colega de Singapura falei por breves minutos! Adoro estas experiências multi-culturais!

 

Outra coisa que gosto imenso é que no meio da confusão do metro e transportes públicos (e acreditem durante este fim-de-semana em particular não foi nada fácil com a maior parte das linhas cortadas devidos às manifestações) também temos a oportunidade de assistir a situações marcantes.

 

Ontem, domingo, estava na sala de espera da estação de comboios de Montparnasse e no meio de tantos outros desconhecidos chega um senhor e senta-se numa cadeira livre. Ele não trazia mala nem qualquer tipo de bagagem, só tinha as roupas que trazia vestidas. Começou a falar com as pessoas que estavam sentadas ao lado dele. Na sua maioria perguntava porque estavam ali e interessou-se ao livro que estas estavam a ler. Fazia muitas perguntas, mas sempre muito interessantes e nada assustadoras... via-se que o senhor estava genuinamente interessado nas pessoas com quem estava a falar.

 

Era um senhor idoso e notava-se nele que estava sozinho e que só queria falar. Pelo menos foi o perfil que imaginei para ele, e é muito mais bonito imaginar algo deste género. Só de pensar que poderia ser um senhor sem-abrigo parte-se-me o coração. E acreditem, a quantidade de pessoas idosas sem-abrigo que uma pessoa vê nas grandes cidades é extremamente elevada. Basta uma pessoa e o número já seria demasiado grande. E a quantidade de idosos sozinhos aumenta todos os anos... 

 

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