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Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

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31
Out18

Como perder o vício do açúcar? | Desafio saudável da Eli

Eli

Este é um post onde, para quem não me conhece ainda, vou abrir-me um pouco mais com vocês. Porque preciso de desabafar e porque quero tornar público o meu novo desafio. O inverno é muitas vezes uma época onde nos "desleixamos" mais relativamente a nós próprios, ficamos em hibernação até ao início da primavera do ano seguinte, e acordamos com os primeiros raios de sol, qual urso hibernado debaixo de uma camada de gordura 

 

flores_dontgiveup.jpg

 

É porque está frio, é porque está a chover, é porque fica escuro mais cedo, é porque os dias estão mais pequenos, todas as desculpas servem para deixarmos para amanhã o que podemos fazer hoje, ou para a primavera o que podemos continuar a fazer no outono e inverno. Podemos facilmente ficar com a sensação de que temos menos tempo para nós próprios. Corremos atrás dos compromissos, tentamos honrar a palavra que demos, responder aos convites que já aceitámos - mesmo quando nos apetece dizer não só para não ficarmos com aquela sensação de que dizemos não a toda a gente e que ficamos em casa fechados na nossa bolha e sem amigos 

 

 

Como ser mais otimista e ver a vida com outros olhos?

 

 

Fui desenvolvendo algumas estratégias para ser mais otimista, no entanto, o outono é uma estação sensível no que ao corpo diz respeito e tenho tendência a ganhar peso facilmente. Os supermercados estão cheios de prateleiras com promoções de doces natalícios deliciosos, o chocolate é o ingrediente fetiche desta época (e o meu preferido! ) e o frio dá mais vontade de ficar no aconchego do lar a comer tudo que aparecer à frente e a ver uma série - e que séries fantásticas tenho andado a ver neste momento! Com tudo isto, os quilinhos lá se vão acumulando sem uma pessoa dar conta... e quando vamos a ver, já as calças "encolheram".

 

Gosto muito do conceito de positivismo corporal e sou uma acérrima defensora de que devemos amar o nosso corpo como ele é. E eu amo o meu corpo assim, com todas as suas características únicas. É as estrias, a celulite, a pele um bocado flácida nalguns sítios, as gordurinhas na barriga e ancas. Tudo isto faz parte de mim e eu gosto. A sério que gosto. E neste blog não vou dizer que temos que parecer isto ou aquilo. Não! Todos temos um corpo único e especial!

 

Se querem ouvir falar sobre fitness não estão no sítio certo. A minha missão é outra.

 

Sabem o que eu não gosto? De estar inchada o tempo todo porque isso me causa desconforto. De chegar a casa e comer uma tablete de chocolate inteira porque estou com um ataque de fome emocional. De tentar todos os métodos e mais alguns para controlar as compulsões alimentares e diminuir o meu vício em açúcar. De culpabilizar porque cedi à vontade e porque vou passar uns bons dias com diarreia seguida de obstipação porque comi aqueles Raffaellos todos de uma vez. De viver ciclos de controlo alimentar com o objectivo de diminuir a inflamação dos intestinos para depois voltar aos ciclos de comida extremamente inflamatória.

 

 

• Como criar hábitos novos?

 

 

Hoje começo um desafio novo na minha vida. Um desafio simples, mas que pretendo que seja o começo de um novo ciclo. Dizem que demoramos 21 dias a ganhar um hábito novo, já eu vou seguir o conselho de Tim Ferriss, autor americano que se considera a si mesmo um rato de laboratório, uma vez que experimenta tudo que escreve em si próprio antes de publicar. Escreveu livros como o "Tools of Titans", "The 4 Hour Workweek" ou "The 4 Hour Body".

 

 

No último livro que referi o autor dá alguns conselhos sobre como obter um corpo mais funcional, rápido, magro ou musculado com apenas 4 horas de trabalho por semana. Tudo depende do objetivo de cada um, e cada capítulo é suportado com estudos científicos e os métodos foram testados pelo próprio Tim Ferriss pessoalmente.

 

 

Num desses estudos chegaram à conclusão que as pessoas que apontavam tudo que comiam tinham mais resultados num regime de perda de peso do que as que não escreviam nada... e, surpreendentemente, estes resultados ainda eram mais evidentes em pessoas que tiravam foto a tudo que comiam e publicavam online.

 

 

Espantoso como as tecnologias nos trouxeram uma forma de auto-controlo potenciado pelo facto de saber que há gente do outro lado que está a ver as nossas fotos e que isso nos faz continuar na rotina sem desvios.

 

Estou a falar-vos disto tudo porque pretendo passar o mês de novembro sem açúcar. Sim, ouviram bem. Vou começar um desafio de 30 dias sem açúcar. É óbvio que vão existir situações sociais em que vou comer doces, é óbvio que nem sempre vai ser fácil resistir, é óbvio que para alguém viciado em açúcar isto não vai acontecer de um dia para o outro. Pretendo ser realista. Contudo, comprometo-me aqui a dar o meu melhor. O facto de escrever tudo vai ajudar, vou conseguir aperceber-me de quantos dias por semana vou ao supermercado comprar doces, e isso vai permitir-me ter consciência do estado das coisas. 

 

 

desafio_sem_acucar_eli.jpg

 

 

Aqui está a folha que vou preencher. Cada quadradinho vai ter escrito se nesse dia comi açúcar ou não. Vou também tentar escrever quanta fruta comi, só para ter uma ideia do meu consumo de fruta num mês. E depois, no final do mês vou fazer um apanhado de tudo e logo vejo como correu. Partilharei com vocês qual vai ser o caminho a tomar para as próximas etapas. Isto é só o início. Vou sem pressas.

 

Vamos a isto!

 

  

 

 

Espero mesmo que corra bem. E vocês também são viciados em açúcar ou não têm bem noção de quanto açúcar ingerem por mês? Já alguma vez fizeram um desafio deste género? 

 

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