Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

13
Out18

Como criar um hábito novo?

Eli

Moro num prédio de quatro andares, com oito apartamentos numa zona residencial onde existem pelo menos vinte prédios iguais àquele onde moro. Com tanta gente concentrada no mesmo sítio temos um gardien, que é a pessoa responsável por "zelar" pelo bem-estar e convivência de todos estes residentes.

 

Ele é que traz à rua os caixotes do lixo no dia da recolha do lixo, ele é responsável pela limpeza e manutenção das escadas, jardins e outros espaços comuns, ele recebe queixas diversas relativamente aos apartamentos e também sobre problemas entre vizinhos - estão a ver quando o vizinho do lado mete a música nas alturas? ou quando a vizinha de cima decide andar às 7h da manhã com os seus saltos de 20 centímetros antes de ir para o trabalho? - nestas situações, é a ele que recorremos.

 

Admito que não faço ideia como chamar esta pessoa em português. Mas pronto, o gardien aqui do prédio trabalhou aqui bastante tempo, disseram-me que foram cerca de 30 anos, era por isso, já muito conhecido por todos.

 

O senhor reformou-se no início de Setembro e mudou de bairro deixando por isso o lugar de estacionamento dele livre. A plaquinha de estacionamento onde dizia "gardien" foi retirada. E o que vos queria contar, e que originou a ideia de escrever este texto, é que, desde setembro ainda não vi um único carro a estacionar ali. Os lugares mais próximos podem estar cheios, mas toda a gente prefere estacionar mais longe do que meter o carro no lugar do gardien.

 

 

Afinal, nesta situação pergunto-me se podemos fazer a questão "quanto tempo demoramos a criar um novo hábito?" ou a questão será outra  "quanto tempo demoramos a perder um hábito antigo?"

 

 

Este conceito sempre me criou alguma confusão quando tento criar um hábito novo, e por vezes dou por mim a pensar "Eli, queres começar a acordar 1 hora mais cedo e não estás a conseguir.... já tentaste de tudo e não dá. O botão snooze é mais forte que tu... mas... e se só por um momento, tentasses perder primeiro o hábito de te deitar tarde?"

.

Isto não é nada de mágico, é senso comum até, mas por vezes submetemo-nos a uma pressão exagerada na tentativa de ganhar um novo hábito, quando afinal estávamos a focar toda a nossa atenção no hábito errado. E isto é automático, se me deitar mais cedo, vou estar mais disposta a acordar mais cedo. 1 + 1 = 2. Simples.

 

Mas nem sempre é tão simples assim. Às vezes temos crenças limitadoras que não nos permitem "largar mão" de hábitos antigos. O trabalho tem de ser feito primeiro nos hábitos antigos. E uma coisa que me tem ajudado imenso a perder crenças limitadoras é questionar-me "porque quero fazer isto?", "qual é o meu objectivo?".

 

Ter um propósito ajuda. O britânico Simon Sinek, empresário e palestrante motivacional, e autor de vários livros fantásticos que quero muito ler, usa imenso a expressão "Start with why" - que é também o nome da sua empresa. E se os maiores líderes motivacionais afirmam que ter um "porquê" é importante, então acho que vale a pena dar uma oportunidade a esta linha de pensamento. Sei que, se eu decidir deitar-me mais cedo porque isso me ajuda a manter a ansiedade longe, a ser mais produtiva durante o meu dia e a poder fazer coisas mais interessantes de manhã - como por exemplo ler um livro ou fazer um pequeno-almoço decente - sei que vou aderir mais facilmente à ideia e metê-la em prática.

 

 

Não quero mais ser como o elefante do circo. Uma história que corre por essa internet fora há muitos anos. Ora leiam.

 

Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais.

 

Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Fonte do texto e imagem: Linkedin da Coach Maria Fernanda P. Bustos

 

 

Que mistério! Por que o elefante não foge?

 

O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. O elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

 

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar as correntes é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

 

 

 

Conheciam este conto? Também costumam sentir-se como um elefante do circo atado a crenças limitadoras? Daqui a quanto tempo é que acham que o primeiro carro vai estacionar no antigo lugar do gardien

 

16 comentários

Comentar post