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Uma flor de cada vez

Um, dois, três, uma flor de cada vez. Quatro, cinco, seis, era uma história de reis e rainhas.

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18
Nov18

Como foram estas duas semanas e meia sem açúcar. Desafio saudável da Eli.

Eli

Muita gente tem perguntado como está a correr o Desafio de 30 dias sem açúcar | Desafio saudável da Eli e este post é exactamente para contar a minha experiência até hoje. 18 dias. Sim, duas semanas e meia sem açúcar já se passaram. Conto pelos dedos de uma mão as "asneiras" que fiz: beber champanhe no dia em que o meu chefe foi embora, beber sumo de laranja em casa de uma colega durante um jantar, uma cookie no trabalho que tinha sido levada por um estagiário e uma sobremesa num jantar de um "grupo de conversa" em que tenho participado aqui na terrinha.

 

Cheguei à conclusão que todas as vezes em que comi algo com açúcar foi porque este alimento me foi oferecido e não queria provocar uma desfeita em quem oferecia. Foram todas situações sociais em que optei por não ser a "ovelha negra" e ser a única a dizer que não. Aprendi que posso controlar tudo que meto na boca, ao contrário do meu eu de antigamente que dizia a plenos pulmões "Nunca vou conseguir deixar de comer chocolate! É mais forte do que eu! Já faz parte de quem eu sou!".

 

 

Sobretudo quando são situações sociais, a comida é algo que gostamos de oferecer, e quanto mais docinho for, mais esse alimento é considerado um presente.

 

 

Até agora pude retirar vários pontos positivos de ter feito esta experiência:

 

• Afinal até consigo viver sem comer chocolate todos os dias

• Os primeiros 6 dias foram os mais difíceis... o meu corpo pedia chocolate ao final do dia, ali pelas 18h, a hora infernal. Tive que encontrar estratégias para não ir a correr ao supermercado comprar chocolate. Fiz muita meditação, comecei a ler como uma perdida. Apercebi-me de que se chegasse a casa e comesse um lanche normal a vontade acabaria por desaparecer até à hora de jantar. 

• Isto foi um cair da ficha para mim. Apercebi-me de que como mesmo muito açúcar. A quantidade de vezes que dei por mim a dizer "não" na minha cabeça quando já ia pegar em algo doce para comer foram enormes! Imaginei todas as coisas que não comi a entrar no meu corpo e fiquei doente, doente só de pensar em todo o açúcar que anteriormente teria comido. A quantidade é absurda.

• Sem fazer mais desporto do que o habitual perdi 1,5kg. Em 18 dias. 

• Fazer jejum é muito mais fácil quando os níveis de glicémia estão controlados. O meu corpo não está constantemente a pedir-me alimentos para manter a glicémia estável. Sinto-me bem, com mais energia, não sinto tonturas quando fico mais de duas horas sem comer.

• A minha produtividade aumentou. Chego a casa e vou fazer algo. Já não fico no meu canto a comer chocolate enquanto olho para as redes sociais completamente "anestesiada".

• Ando com imensa vontade de comer comida saudável. O meu corpo, agora que as bactérias intestinais que adora açúcar foram à sua vida (a maior parte deve ter morrido, coitadas, sorry not sorry) só pede legumes e fruta. Até os alimentos têm outro sabor. Como uma maçã à sobremesa e acho-a suficientemente doce para satisfazer o meu lado guloso. Onde já se viu?

• Os alimentos fermentados têm sido os meus melhores amigos. De manhã e quando chego a casa bebo logo um copo de kombucha e tenho acompanhado muitas refeições com kimchi. Para além de darem uma sensação de satisfação, estes alimentos probióticos deixam os intestinos felizes e contentes com muitas bactérias boas  e como já disse anteriormente: intestinos felizes = bexiga ainda mais feliz!

• Vontade de prolongar este desafio no tempo.

 

Alguns pontos negativos

 

• Nos primeiros dias do desmame tive muitas insónias, dormi mesmo mal. O que já não acontece agora, durmo que nem um anjinho. Resumo do segundo dia do desafio.

• Os comentários das pessoas. "porque estás a fazer isso? que tortura eu não aguentaria!", "mas comes assim tanto açúcar que não te consigas controlar?", "depois a vontade vai ser ainda pior"...

 

 

Vou continuar o desafio até ao final do mês mas os últimos fins-de-semana de Novembro avizinham-se difíceis no que toca a manter o foco. No próximo fim-de-semana vou a Paris fazer uma formação em reeducação ano-rectal e já se sabe como é, nos coffee breaks há sempre muitas opções, é bolachinhas, é pain au chocolat, é croissants franceses daqueles bons em que as mãos ficam todas gordurosas devido à manteiga usada na sua confecção... há tudo menos fruta e opções sem açúcar. O coração não aguenta. E no último fim-de-semana de Novembro, depois de muita insistência dos meus pais para ir até Portugal, vou ao Porto vê-los, visto que este ano não passo as festividades de fim de ano com eles... Tecnicamente neste fim-de-semana no Porto não vou pecar, porque o dia 30 é na sexta e depois já estamos em Dezembro 

 

IMG_20181117_234149.jpg

Aqui está a folha com o desafio onde tenho escrito todos os dias! Escrever tudo que como abriu-me os olhos para muita coisa, combinações estranhas de comida, hidratos de carbono a todas as refeições, muito tempo entre refeições, jejuns mal planeados, não comer o suficiente após o desporto... e até mesmo no que diz respeito aos alimentos sem açúcar tenho tido outra visão das coisas. E vocês, já alguma vez fizeram um desafio deste género? Quanto tempo acham que aguentariam?

 

Bom domingo 

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